A presente página de internet, faz parte de um projeto educativo mais alargado do FAPAS, com a designação “Cidadania, Sustentabilidade e Conservação”, a implementar durante o ano letivo de 2017-2018, junto das comunidades escolares e aberto à participação de escolas a nível nacional, em especial em território classificado. A produção e disseminação de conteúdos relativos à importância dos valores naturais em presença nos ecossistemas em território nacional, as ameaças que pairam sobre eles, assim como a problemática dos impactes das espécies não indígenas invasoras é fundamental para suprir a quase ausência de materiais informativos e didáticos sobre estes temas.

Como tal, no âmbito da tipologia “participação passiva do público” pretende-se produzir uma exposição interpretativa itinerante do tipo roll up, de fácil transporte, constituída por 10 painéis, que vá circulando pelas escolas, onde será feita uma abordagem aos ecossistemas naturais a nível nacional, com enfoque nas espécies e habitats protegidos mais ameaçados devido à ação antrópica, alterações climáticas e espécies exóticas invasoras. Em complemento e para apoio da referida exposição, será elaborado um guião de exploração pedagógica para professores, com uma tiragem de 3.000 exemplares, que permita constituir-se como uma ferramenta de abordagem das temáticas em questão junto dos alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico.

Dada a necessidade de uma interação mais ativa com os utilizadores das novas tecnologias, no âmbito da tipologia “Sensibilização ambiental”, pretende-se construir um website de apoio ao projeto que possibilite apoiar a sua implementação junto das escolas, sendo um ponto de ligação e comunicação com os diretamente envolvidos no projeto, assim como com a população em geral que procura mais informação, pelo que pretende-se que este website funcione como uma plataforma de informação acrescida sobre as temáticas em questão, que possa ser enriquecida à medida que o projeto se desenvolva ao longo do ano letivo. É espectável que o mesmo seja visualizado mensalmente por cerca de 1.000 internautas.

Ainda dentro do prazo de execução das ações prevista na presente candidatura, será feita uma apresentação e divulgação do projeto junto das escolas, com envio da informação pertinente sobre o projeto e forma de participação.

Posteriormente, no contexto de implementação do projeto, será dinamizada uma ação de controle de espécies não indígenas e plantação de espécies autóctones numa área litoral, proporcionando um momento de contacto num espaço natural que se pretende que seja uma experiência enriquecedora.

Estes são materiais tidos como essenciais para a implementação do projeto durante o ano letivo 2017-2018, no qual se promoverá não só a circulação da exposição durante um período de 20 semanas, por escolas nacionais, preferencialmente em concelhos com território em área classificada, incentivando os professores a aderir ao programa educativo, explorando as temáticas abordadas no Guião Pedagógico em contexto de sala de aula, com a possibilidade de apoio com a exploração de uma temática por parte de um elemento do FAPAS que se desloca à escola, assim como a eventual participação de alunos numa pequena ação exemplificativa de controle de exóticas em áreas litorais, em simultâneo com a plantação de espécies autóctones.

Para além do contributo que a presente operação, para os objetivos do Aviso n.º8368/2017, anteriormente apresentados no ponto ii. Objetivos principais, contribuirá de igual forma para a Estratégia de Biodiversidade da EU para 2020, definida pela União Europeia, nomeadamente para as metas 5 e 6, para as quais está definido, respetivamente, “2020, as espécies exóticas invasoras e as suas vias de introdução serão identificadas e classificadas por ordem de prioridade, as espécies prioritárias serão controladas ou erradicadas e as vias de introdução geridas de forma a impedir a introdução e o estabelecimento de novas dessas espécies” e “Até 2020, a UE deve ter intensificado a sua contribuição no sentido de evitar a perda de biodiversidade global.”. As próprias Nações Unidas, através das Metas de Biodiversidade de Aichi constantes do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020, no âmbito da Convenção da Diversidade Biológica, estabeleceu que no ano de “o mais tardar até 2020, as pessoas estão conscientes dos valores da biodiversidade e as medidas que podem tomar para conserva-la e usá-la de forma sustentável” e “2020, espécies exóticas invasoras e vias de introdução estão identificadas e priorizadas, espécies prioritárias estão controladas ou erradicadas e estão em vigor medidas para gerir as vias para prevenir a sua introdução e instalação”. São pois, compromissos que implicam que os cidadãos, em particular os jovens, pelo papel positivo que também podem ter como veículos de informação para as restantes faixas etárias, sejam informados adequadamente e sejam sensibilizados para um problema de consequências imprevisíveis sobre algumas espécies com estatuto de ameaça, os ecossistemas e causador de custos económicos significativos. Assim, possuir informação de qualidade, simples e acessível, é fundamental para que o problema deixe apenas de ser uma preocupação vertida em alguns documentos de discussão restrita e seja transmitido ao conhecimento da sociedade em geral.